Ativismo

SÉRIES

20/01/2017

PORQUE VEGANOS NÃO COMEM OVOS?

Poedeiras

Sempre que eu vou escrever um texto sobre os hábitos alimentares veganos, minha mente volta à infância.

Eu fui criada na roça, com uma proximidade muito grande dos animais. As galinhas ficavam soltas no “terreiro” e à noite dormiam no “galinheiro”, uma casinha que as protegia da chuva e de predadores. Era lá também que ficavam seus ninhos eonde elas botavam seus ovos.

Lembro-me até com um certo romantismo e nostalgia, a cestinha que tínhamos para colher os ovos. No meu livro, “Meu São Jorge da Capadócia”, eu escrevo sobre ter sonhado em subir a montanha para colher estrelas com ela.

Esse romantismo, no entanto, já não existe mais… hoje, se eu quiser ovos preciso ir ao supermercado para comprá-los. Antes de eu “despertar” para o veganismo, não parava para pensar exatamente de onde eles vinham. Vegetariana há 7 anos, eu achava absolutamente natural consumir uma célula feminina, que uma vez não tendo sido fecundada, ainda não era uma “vida” e sendo assim, não havia um problema ético para mim.

Eu realmente não tinha conhecimento sobre a terrível crueldade animal que acontece na produção industrial de ovos.

Pintinhos Nas fazendas de produção em massa, os pintinhos machos são descartados ao nascerem, porque eles não têm utilidade, já que não botam ovos e nem crescem como os frangos de corte. No descarte, eles são jogados vivos no lixo, sufocados em sacos, ou moídos ainda vivos para fazer ração.

As fêmeas sofrem durante toda a vida, seus bicos são cortados sem anestesia e elas são mantidas em condições estressantes e deploráveis, em espaços imundos e minúsculos onde nem conseguem se mover. Passam a vida sobre grades de gaiolas de metal e seus pés tornam-se feridas abertas que nunca curam, depois, são abatidas quando param de produzir ovos numa escala aceitável.

Claro que pode estar passando pela sua cabeça, que em algumas fazendas isso é diferente, que elas vivem soltas e comem pasto orgânico. Muito bem, não se esqueça, que as poedeiras são compradas na mesma indústria que descarta os filhotes machos e que suas mães passaram pelo mesmo cruel processo produtivo.

Outra questão é que, a quantidade de alimento e água utilizados nesta cadeia produtiva é imensa e que os cereais e vegetais utilizados para alimentar animais explorados e mutilados, poderiam alimentar muito mais pessoas do que os ovos produzidos alimentam.

Voltando outra vez para as memórias da minha infância, concluo este texto da mesma forma que concluí todos os anteriores… Apesar, de nossas galinhas serem muito bem cuidadas e tratadas com carinho durante a vida, elas sempre acabavam como os outros animais… na panela.

Infelizmente, aquilo também nos parecia natural.

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11/01/2017

TORTURA INDUSTRIAL DE CAVALOS  (fonte: Avaaz)

egua

A tortura industrial de cavalos é impulsionada por empresas farmacêuticas européias – elas usam o hormônio do sangue para acelerar a reprodução de animais na pecuária industrializada.

Parece um filme de terror: centenas de éguas prenhas presas em máquinas de extração de sangue! Algumas ficam tão fracas que entram em colapso e morrem.
A morte está longe de ser o único horror dessa história: às vezes a quantidade de sangue drenada é tão grande que leva os animais ao choque e à anemia. Como apenas o sangue de éguas gestantes é valioso, elas são muitas vezes forçadas a repetir o ciclo de gravidez e aborto.

A demanda é impulsionada por empresas farmacêuticas que vendem a fazendeiros o hormônio encontrado no sangue das éguas durante a gestação, usado para provocar o cio em porcos e outros animais – outro nível de abuso nesta triste história.

Embora a União Européia diga estar considerando medidas, até agora nenhuma foi tomada.

Os ministros se reúnem daqui a duas semanas: vamos sacudir a União Europeia com um milhão de assinaturas pela proibição do comércio abusivo de sangue de éguas prenhas.

Copie o link abaixo e assine a petição.

https://secure.avaaz.org/campaign/po/horse_blood_loc/?booPukb&signup=1&cl=11544927377&v=86245

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PORQUE VEGANOS NÃO USAM LÃ

Tosquia
Tosquia

Lembro que meu avô criava ovelhas para produção de lã. Eram poucas, 5 ou 6 apenas, que produziam somente para consumo doméstico. As ovelhas eram muito bem tratadas por ele, que tinha um carinho e cuidado especial para tosquiá-las. Ele sempre nos dizia que era bom para as ovelhas, porque no verão, elas sentiam muito calor caso a lã não fosse removida (isso não é verdade, elas produzem apenas o necessário, mas acredito que ele nem sabia disto).

Quando comecei a me interessar pelo veganismo, confesso que de cara fiquei sem entender porque os veganos não usam lã. Minha dúvida durou pouquíssimo tempo, bastou fazer uma pesquisa na internet e eu descobri as verdadeiras razões éticas que vão contra a filosofia vegana.

A maior parte da lã consumida, não vêm de produtores carinhosos como meu avô, ela é produzida em escala industrial e essa cadeia produtiva é extremamente cruel com os animaizinhos.
Primeiramente as ovelhas são privadas de comida e água nas vinte e quatro horas antes da tosquia para que se comportem de forma mais dócil. Elas são alvo de reprodução seletiva, então, as que apresentam mais pregas na pele são selecionadas por produzirem mais lã. Acontece, que essas pregas dificultam a remoção da lã e causam mais ferimentos.

Muesling
Muesling

A tosquia é feita em poucos minutos, causando cortes profundos na pele. Estes ferimentos atraem moscas que causam miíase (infestação por larvas) especialmente em volta da cauda, onde a pele se enruga. Para combater isto, a pele das nádegas das ovelhas é removida sem anestésico, em um processo conhecido como “mulesing”.

Anos de vida em confinamento e em condições antissépticas, brutalidade e ferimentos encurtam a duração de vida das ovelhas, que são enviadas para o abate assim que sua produção de lã diminui.
Por último, os carneiros são menos valorizados do que as ovelhas por não produzem bebés. Por conta disso, são castrados sem anestésico ou abatidos para consumo de carne enquanto ainda jovens.

mulesing Depois de buscar todas estas informações e entender as razões que levam os veganos a não usarem lã, lembrei-me com tristeza que todas as ovelhas de meu avô, que brincávamos quando nasciam e que eram tão bem tratadas durante a vida, também tiveram todas o mesmo fim… foram abatidas para consumo… mas aquilo parecia normal, fomos condicionados a pensar assim. Viravam churrasco depois de uma vida de servidão.

Obs:  Ovelhas são animais gentis, amáveis, sensíveis e inteligentes. Elas têm memórias incríveis e lembram de até 50 rostos de indivíduos (ovinos e humanos) por anos. Longas pesquisam comprovaram que elas usam uma parte do processo neural semelhante ao dos humanos para lembrar.

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VEGANISMO EXPLICADO PELA FÍSICA QUÂNTICA

AdrianaDesde que me tornei vegetariana, tenho sido constantemente questionada por amigos e familiares por ter feito essa escolha. É comum eu ouvir que isso é bobagem, que nascemos assim, que nossos dentes tem também como função, dilacerar carnes.

Para não entrar em conflitos de pensamentos e de diferença de opinião, costumo amorosamente explicar à todos, a lógica metafísica da dieta, sem querer fazer apologia ao mesmo.

Repasso um conhecimento que fez com que eu me tornasse vegetariana assim que tive acesso a ele. Foi o livro O segredo de Shambhala que despertei para essa fantástica escolha consciente.

Num determinado ponto do livro, há uma conversa entre um monge do Tibet e um ocidental, que visitando o local, perguntou por que não se alimentavam de animais. O monge então lhe explicou que todas as doenças resultam de uma queda na energia vibracional e, quando essa energia desce abaixo de um certo ponto, há forças naturais no mundo cuja função é desincorporar os nossos corpos.

Quando alguém ou algum animal morre, as células do seu corpo perdem imediatamente a sua vibração e ganham uma composição química muito ácida. Esse estado ácido é o sinal para os micróbios do mundo, os vírus, bactérias e fungos, indicando-lhes que está na hora de decomporem o tecido morto. Quando comemos estes animais mortos, eles são metabolizados e deixam um resíduo em nossos corpos.

Este resíduo tem uma natureza ácida ou alcalina, dependendo do alimento. Se for alcalina, então pode ser extraída rapidamente dos nossos corpos, gastando pouca energia. Contudo, se estes produtos residuais são ácidos, dificilmente são eliminados pelo sangue e pelo sistema linfático e ficam armazenados nos nossos órgãos e tecidos, como sólidos – formas cristalinas de baixa vibração que criam bloqueios ou perturbações nos níveis vibracionais das nossas células.
Os outros alimentos derivados de animais, como os laticínios, também criam um ambiente ácido. Se começamos a nos parecer com este ácido, ou estado mortal, então começamos a sofrer o ataque dos micróbios. Todas as doenças humanas resultam deste ataque.

Os alimentos ácidos (alimentos mortos), baixam o nosso nível vibracional, até um ponto em que as forças da natureza começam a devolver os nossos corpos à Terra.

A doença é, literalmente, um apodrecimento de uma parte dos nossos corpos, porque os micróbios à nossa volta receberam o sinal de que já morremos.
Os alimentos alcalinos são mais verdes, mais frescos e mais vivos, assim como os vegetais e frutas.

Todas as doenças debilitantes que atormentam a humanidade existem porque poluímos os nossos corpos, dando sinal aos micróbios dentro de nós de que estamos prontos para decair, perder energia e morrer.

Acidez = envelhecimento = doença = morte.
Alcalinidade = juventude = saúde = vida.

Atualmente há várias vertentes médicas que trabalham a cura de doenças consideradas incuráveis, utilizando alimentos alcalinos.

Ser vegetariano ou vegano, não é apenas uma questão social ou moda como muitos pensam, e sim de consciência amorosa em relação ao corpo e o amor pelos outros seres que merecem a vida, tanto quanto nós.

Para finalizar, deixo uma citação do Dr. Albert Schweitzer:
“Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes.”

Por Adriana Medeiroz
www.adrianamedeiroz.com.br

Abaixo segue o link para uma série gratuita de e-mails a respeito do meu livro O dia da Mudança. Se você achar interessante colocar, é claro.

http://pages.adrianamedeiroz.com.br/serie-gratuita-dia-da-mundanca-3-emails

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PORQUE VEGANOS NÃO USAM PÉROLAS?

 

Perolas 2

A pérola é o resultado de um processo orgânico vivo. Ela é o produto da DOR, resultado da entrada de um corpo estranho (como um grão de areia, ou um parasita) no interior da ostra.
Quando este corpo estranho penetra na ostra, seu sistema imunológico começa a trabalhar causando uma espécie de calcificação para proteger o corpo da ostra. Essa calcificação é uma espécie de cicatrização do ferimento que dá origem à uma pérola, que apesar de ser preciosa, não é uma pedra.

Kokichi Mikimoto
Kokichi Mikimoto

Este processo acontece raramente na natureza, mas a partir do início do século XX, iniciou-se o cultivo de pérolas, graças à uma técnica desenvolvida por um japonês chamado Kokichi Mikimoto. Esta técnica consiste em causar um ferimento no corpo da ostra sob forma de uma pequena cirurgia. O doloroso processo, garante a formação de uma pérola no período de 3 a 5 anos.

Fazenda Marítima de Pérolas
Fazenda Marítima de Pérolas

Os veganos não usam pérolas, já que a grande maioria das comercializadas são produzidas em fazendas de cultivo em água doce ou salgada e as ostras são submetidas à CRUELDADE ANIMAL provocada pelo homem.

 

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PORQUE VEGANOS NÃO CONSOMEM LATICÍNIOS?

Fonte: Imagens Google
Fonte: Imagens Google

Eu nasci num sítio e meus pais produziam leite para nos alimentar. Naquela época, não comercializávamos nem o leite e nenhum derivado e nossa família tinha profundo respeito pelas nossas vacas.

Quando comecei a ouvir falar sobre veganismo, eu não entendia porque as pessoas adeptas a esta filosofia, não consumiam laticínios e então fui pesquisar a respeito.

Não podemos comparar a produção de leite atual, àquela produção no sítio da minha infância.

Anualmente nas fazendas leiteiras, vacas são forçadas a engravidarem para produzirem leite, o que significa que mais de 200.000.000 (duzentos milhões) de filhotes são gerados a cada ano no mundo.

Fonte: Imagens Google
Fonte: Imagens Google

As fêmeas são criadas para produzirem leite enquanto que os bezerros são acorrentados em pequenas celas onde sequer conseguem se virar, sendo mantidos assim até o momento do abate para produção de carne de vitela, ainda em seus primeiros meses de vida.

Lembro-me perfeitamente, quando eu era criança e bezerrinhos nasciam. Era lindo o cuidado e o carinho que nossas vaquinhas tinham pelos seus filhotes. Era perceptível o amor entre mãe e filho e lembro-me como meus pais respeitavam os primeiros tempos de vida daqueles bezerros e suas mães.

Atualmente, vacas leiteiras são proibidas de criarem seus filhotes. Eles são afastados à força no mesmo dia em que nascem, o que termina causando um tremendo estresse emocional tanto para a mãe quanto para o filhote. Nem consigo imaginar o sofrimento destes animais.

mastite

O manejo violento no ubre nas vacas e o estresse pela separação do filhote levam à várias doenças, que acabam causando processos inflamatórios que secretam grandes quantidades de pus no leite. No Brasil é permitido uma quantidade significativa de pus no leite comercializado, ou seja, há uma seringa de pus em cada copo de leite.

Vacas têm uma expectativa de vida de cerca de vinte anos e elas podem facilmente produzir leite por cerca de oito desses vinte anos, mas o constante estado de estresse, gravidez e doenças imposto pela indústria de leite, reduzem sua expectativa de vida para apenas cinco anos, idade em que terminam por serem abatidas como qualquer outro gado de corte.

Lembro-me com tristeza, que todas as vacas que nos alimentavam com seu leite, apesar de serem amadas a cuidadas pela minha família, acabaram sendo abatidas para a produção de carne.

 

VEGANISMO – O que é isso?

V de vegano

Todos que me conhecem já sabem que eu amo animais, por isso, há 6 anos. tomei a decisão de me tornar vegetariana, mas minha dieta na verdade é denominada ovolactovegetariana, por que eu ainda consumo produtos que contém ovos e derivados do leite.

Os veganos, no entanto, não consomem nenhum produto de origem animal.
Então, você pode se perguntar, porque ela fala tanto em veganismo se não é vegana?

Ok, eu vou explicar, estou num processo transitório, a caminho de me tornar uma adepta. Estou passando por um processo que não é tão simples como se poderia imaginar, porque o Brasil ainda não oferece muitas alternativas para quem toma essa decisão, diferente dos EUA, por exemplo, que está muita à nossa frente.

Bem, o veganismo é uma ideologia e não deve ser confundido com vegetarianismo, que é uma dieta. O veganismo é um “movimento”, um conjunto de práticas que tem a ver com questões éticas e luta pelos direitos dos animais não humanos.

Os veganos são contra qualquer tipo de exploração dos animais e além de adotarem uma dieta estritamente vegetariana (sem carnes e derivados, frutos do mar, ovos, ovas, mel, gelatina, cartilagens, leite e qualquer derivado do leite), também não usam roupas (de couro, seda, lã), cosméticos, joias e materiais de higiene e limpeza que tenham ingredientes de origem animal, ou que tenham sido testadas nos mesmos.

São contra o uso de animais para entretenimento em circos, rodeios, vaquejadas e touradas e boicotam zoológicos, além de não praticarem nenhum tipo de caça ou pesca.

Os veganos também condenam o uso de animais para o trabalho, o confinamento e a vivissecção (dissecção de animais vivos para estudo de anatomia – comumente feito em rãs nas escolas).

Muito bem, você deve estar se perguntando. – É possível viver assim? Sim, eu afirmo que é possível, pois estou caminhando mais lentamente com relação à dieta do que à outras práticas, pois, posso viver perfeitamente e muito mais feliz sem explorar ou causar qualquer crueldade com os animais.

Bem, esse assunto além de fascinante é também polêmico e tem causado grandes discussões a respeito, principalmente com relação à saúde. Nos próximos posts vou trazer maiores informações e números da comunidade científica que falam sobre os benefícios do veganismo para a saúde humana e de todo o planeta.

Malga Di Paula